Julho de 2026 trouxe uma leva de mudanças ligadas a transparência de IA e a custos regionais — dos dois lados, Google e Meta. Também vieram novidades de produto que ajudam a escalar campanhas de vídeo e catálogo. Separei as 6 mais relevantes para quem anuncia no Brasil, com o que muda na prática em cada uma.
Em 9 de julho, o Google anunciou novos rótulos obrigatórios de transparência para anúncios que usam imagem, vídeo ou áudio gerado ou editado por IA. O selo "Como este anúncio foi feito" fica disponível para o usuário final consultar no Central de Anúncios, na Busca, no YouTube e no Discover.
O que muda na prática: se você usa geração de criativos por IA dentro do Google Ads (ou ferramentas externas de IA para montar os anúncios), a plataforma vai exigir que esse conteúdo seja identificado. Vale revisar os criativos ativos e garantir que a rotulagem está sendo aplicada corretamente para evitar rejeição de anúncio.
O Google lançou globalmente a otimização de alcance e frequência para grupos de campanha de vídeo no Google Ads, permitindo coordenar quantas vezes o mesmo usuário vê os anúncios em várias campanhas de YouTube ao mesmo tempo. Um estudo de mix de mídia (Google Meridian) mostrou que uma frequência ideal de 2,7 impactos por semana gera até 19% de aumento em ROI.
O que muda na prática: quem roda mais de uma campanha de Google Ads em vídeo para o mesmo público agora consegue evitar saturação de frequência entre campanhas — algo que antes só dava para controlar campanha por campanha, sem visão do conjunto.
O Google passou a permitir a conexão de feeds de dados de negócio diretamente ao Demand Gen, possibilitando anúncios dinâmicos com catálogo de produtos sem depender do Google Merchant Center — que até então era pré-requisito para esse tipo de campanha.
O que muda na prática: negócios menores que nunca configuraram Merchant Center (por falta de tempo ou estrutura de feed) ganham um caminho mais simples para rodar campanhas de catálogo dinâmico no Demand Gen. Vale reavaliar se faz sentido testar esse formato agora.
Desde 1º de julho, o Meta passou a aplicar taxas de localização em campanhas afetadas — o valor da taxa é definido pela região onde o anúncio é efetivamente entregue, não pela localização do anunciante. Isso já está em vigor e impacta diretamente o CPM, o CPA e a margem de campanhas que atingem determinadas regiões.
O que muda na prática: se sua conta de Meta Ads roda campanhas segmentadas para múltiplas regiões, vale revisar o relatório de custo por região no Gerenciador de Anúncios — o custo efetivo pode ter mudado mesmo sem alteração na estratégia de lance.
O Meta anunciou uma suite de criação por IA de ponta a ponta dentro do Ads Manager: geração de criativos que aprende a identidade visual da marca a partir de anúncios e posts existentes, um ambiente de teste de variações por IA, e uma etapa de aprovação integrada ao fluxo de criação. O modelo próprio de imagem do Meta, o Muse Image, já está gerando variações automáticas em campanhas Advantage+.
O que muda na prática: menos tempo produzindo variações manuais de criativo para teste A/B — a ferramenta gera e testa essas variações automaticamente. Vale acompanhar a qualidade de marca dessas variações antes de deixar tudo no automático.
O Meta implementou detecção automática de anúncios criados ou editados com ferramentas de IA de terceiros, usando metadados C2PA (um padrão da indústria para rastrear origem de conteúdo digital). Anúncios com pessoas fotorrealistas geradas por IA agora recebem um rótulo visível ao lado de "Patrocinado", em vez de ficar escondido no menu de três pontos.
O que muda na prática: assim como no Google, criativos com IA vão ficar mais visíveis para o usuário final como tal. Isso não impede o uso da ferramenta, mas reforça a importância de criativos com IA que ainda pareçam autênticos e alinhados à marca, já que o rótulo vai estar mais em evidência.
Toda primeira terça-feira do mês publico aqui no blog o resumo das principais novidades do Google e Meta para anunciantes brasileiros. Salve o blog nos favoritos para não perder.
A Blueberry cuida das suas campanhas de Google Ads e Meta Ads — adaptando a estratégia conforme a plataforma evolui.
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